
Rui Barros Leal Farias
Como qualquer outro país com um notável número de habitantes, o Brasil necessita satisfazer as necessidades imobiliárias. Com a população atual de mais de 180 milhões, e com a expectativa de ter 233 milhões até o ano 2030, conforme predito para a Fundação Getúlio Vargas – FGV, o mercado imobiliário está recebendo grande atenção do governo e investidores, criando assim uma base sólida para futuro crescimento.
A segurança econômica e crescimento estavél da nossa economia interna desde 1994 com a introdução do Plano Real, criando o atual dinheiro, estabilizando a inflação e a redução da taxa de juros, está mostrando resultados evidentes no mercado imobiliário, chegando ao ponto em que a classe média e baixa podem beneficiar dessas condições favoráveis.
Demostrando a mudança evidente nas condições durante os últimos 10 anos, a taxa básica de juros estabelecido pelo Banco Central (Selic) alcançou 38% em 1997. A expectativa é finalizar o ano com 14,5%. Nosso PIB, crescendo 0,04% em 1997, está agora fechando o ano 2008 com o crescimento consistente de 5,5%.
Esses números são só alguns dos muitos índices que indicam o potencial econômico do Brasil. Não existe dúvida que mesmo com os efeitos inevitáveis gerados pela crise financeira atual, grandes oportunidades existem no futuro do mercado imobiliário.
Segundo uma pesquisa feita em 2005 pela CBIC - Confederação Brasileira de Indústria e Construção, existe uma carência de 7,9 milhões de unidades imobiliárias no Brasil. Em contraste, de acordo com a SECOVI, o número estimado de unidades imobiliárias construídas (de todos os valores) em 2008 era 400 mil. Isso corresponde só com o déficit anual de São Paulo.
A demanda é alta, e as unidades oferecidas não estão nem perto de satisfazer as necessidades da população. É o fato. No entanto, financiamento só será possível para os que mais necessitam, da classe média e baixa, com um mercado de crédito eficiente.
Desde 1997, tem havido uma mudança drástica na segurança jurídica dos empréstimos de fundos para realizar compras de imóveis. A regulação legal minimizou o prazo de repôr empréstimos, de 5-10 anos para o prazo de só 6 meses. A alienação fiduciária em garantia tem acrescentado o interesse dos bancos nesse setor do mercado.
O total de empréstimos dados para a compra de imóveis vem acrescentando extremamente á causa da diminuição na taxa de juros, a demanda alta de imóveis e a garantia segura para os sedentes. Conforme o crescimento rápido, em 2006 o total de empréstimos para o financiamento de imóveis correspondeu a 1,7% do nosso PIB. A expectativa para esse ano é que venha a ser 3% do nosso PIB, que é considerado baixo, visto que outros países com populações menores como México e Chile, tem 10% do PIB em empréstimos imobiliários.
Como dito ao inicio, os números dados provêm uma imagem clara do que o próximo ano deve representar, em termos do déficit imobiliário e condições de empréstimos relacionados ao mercado imobiliário.
Diferente de outros países que sofreram do ‘Real estate bubble’, Brasil provou a demanda e suporte jurídica para a necessidade natural que os Brasileiros terão na aquisição de novos imóveis.
No próximo artigo detalharemos os temas discutidos aqui, como: garantias jurídicas para o financiamento imobiliário no Brasil, exemplos locais de demandas não-cumpridas, meios específicos e outros temas interessantes á respeito de investindo no Brasil.
Até semana que vem!